terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma Era glacial está nos esperando...

 Em Coisas que me Incomodam...              


          Não é o fim do mundo... Mas, o Planeta Terra vai sofrer algo terrível até mais ou menos 2030. Quem sou eu para falar isso? Não, não sou nenhum astrólogo; vidente; profeta e muito menos um novo Nostradamus.  Contudo, se acompanharmos o trabalho dos cientistas e o que é que está acontecendo na superfície do planeta, não teremos duvidas nenhuma de suspeitar que algo muito grande vai acontecer.
            Se levarmos em conta que de 1918 para cá, já houve quatro pequenas Eras de Gelo - 1918, 1933, 1955, 1975. E observarmos que os espaços entre elas são em torno de 20 anos, podemos chegar facilmente à esta conclusão - uma possível Era Glacial está para acontecer.
                   Um fator muito grande aconteceu neste ínterim entre 1975 e 2014 – o aumento desproporcional dos gases estufa. Gases estes, que às vezes chegam a neutralizar a rotina da vida dentro de algumas cidades do planeta, em virtude da grande poluição misturada aos gases estufa. E alem deles a Mãe Natureza tem se mostrado mais hostil aos habitantes do Planeta.
                   
Tornado em Santa Catarina
Este país que amamos tanto, que desde pequeno ouço dizer que é abençoado por Deus, e que por isso não convive com ciclones, tornados, tufões, terremotos e que até trombas d’aguas,  é difícil de cair nele, há mais ou menos uns quatro anos ele tem se mostrado a todos seus habitantes, que esta tranqüilidade acabou...
                    As Eras tantos as grandes, quanto as médias e as pequenas, não são produtos deste aquecimento global, não. Elas tem a haver com os ciclos da natureza do Sol. Sabemos que se o sol esfriar muito, a Terra se converterá em um globo de gelo e dificilmente haverá sobrevivente de qualquer espécie, aí sim, seria o fim do mundo.  Mas, o que eu espero para os próximos anos não é uma Era do Gelo grande, mas uma Era média, e ou, com menos esperança, uma Era pequena que atinja partes isoladas do globo. (que Deus me ouça).
                   
Porque elas não voltaram com 21 ou 22 anos, depois de 1975, é o grande segredo que ninguém resolve. Acredito que os gases estufa têm um papel fundamental neste atraso, não sei por que digo isso, pois é apenas uma intuição minha. Contudo, algo aconteceu e mudou a rotina dos ciclos do sol que até os cientistas não sabem o que foi.
                     Mas eles também dividem comigo a previsão nefasta que está por vir. E eles não falam de intuição como eu, mas sim com seus estudos de viabilidade e estatísticas astronômicas, baseada nos ciclos do Sol. Segundo eles  - “A Terra deve passar por uma “mini era glacial” em 15 anos, o que trará invernos amargamente frios que podem levar o rio Tamisa a congelar”. Estimaram os cientistas da Universidade de Northumbria.  A conclusão deles, veio após a criação de um novo modelo de atividade solar que produz “previsões precisas”. As informações são do Telegraph. Segundo o levantamento que fizeram, a atividade solar vai cair 60%, levando à condições semelhantes às vividas no século 17. Os cientistas afirmam que os fluidos no interior do sol criam ciclos de 11 anos e irão convergir de forma que as temperaturas cairão drasticamente em 2030. Eu sou mais pessimista e acho que bem antes desta data, teremos surpresas desagradáveis.
Vejam o que aconteceu nas Eras Pequenas a que me referi acima:


1918 - A onda de frio de 1918 foi a que estabeleceu um recorde de -18 graus em São Joaquim, e esta frente se iniciou na patagônia com -45 graus, chegando até o sul do Maranhão, com 0,8 graus. Os dados metereológicos são muito escassos, porque ainda não havia essa preocupação de registrar tais catástrofes, que muito ajudariam nas previsões futuras. Mas, por outro lado, também se sabe que nesta época estava em plena convulsão a 1ª Grande Guerra Mundial, e o frio na Europa era um dos maiores obstáculos para quem queria ganhar aquela guerra. E também, que em julho de 1918, registrou-se a onda de frio mais intensa do século XX no Sul do Brasil. Nessa mesma ocasião o Centro-Oeste do Brasil não sofreu temperaturas tão baixas; em Cuiabá, por exemplo, a mínima foi de 9,9ºC. Em outra onda, no mês de junho de 1925, as temperaturas caíram muito no Sudeste, Centro-oeste e na maior parte da Região Sul, porém a mínima absoluta no Rio Grande do Sul e no litoral catarinense, não foi tão baixa quanto à de 1918. Infelizmente, não se tem dados sobre uma possível queda de temperatura negativa, na cidade de Campo Grande/MS, mais precisamente no ano de 1918, porque a capital era a antiga Cuiabá, à 700 km ao norte de Campo Grande, que hoje é atual capital de Mato Grosso do Sul. Só em Cuiabá tinha uma estação do INMET.  E em Cuiabá costumam se fazer temperaturas até 5 graus menos frio que em Campo Grande. Se o registro de Cuiabá diz que a temperatura chegou à +1,2 no dia 18/7/1918, possivelmente, pela lógica, em Campo Grande deve ter chegado aos 3 ou 4 graus negativos. Mas isso é somente um raciocínio.
1933 - A mesma coisa aconteceu na Europa e também aqui na America do Sul. Mas, infelizmente ainda não havia a preocupação de registrar tais eventos.

1955 – Em julho tinha início a que talvez seja , a mais espetacular onda de frio já registrada oficialmente no Brasil. Inclusive, pode-se afirmar isto, comparando os dados colhidos durante aquela onda polar com outros episódios de frio intenso ocorridos no país no período 1912 – 2016, para o qual há dados meteorológicos suficientes.
                 
                       
Assim seria uma Era Media
Já para essa Era, existem mais dados. O que se sabe por exemplo, é que o frio trazido por estas pequenas Eras de Gelo perduram por alguns anos depois. E, para essa Era eu já tinha nascido, embora ainda estivesse nesta época com apenas 9 anos e para mim era muito difícil de compreender tais complicações, mas, nos anos que sucederam esta Era, a temperatura permaneceu muito baixa em vários outonos e invernos, isso
porque no hemisfério sul as estações do ano começam em: Outono: de 20 de março a 20 de junho;  Inverno de 20 de junho a 22 de setembro; Primavera: de 22 de setembro a 21 de dezembro, e o verão de 22 de dezembro a 19 de março. E eu sou testemunha de que os outonos e invernos eram realmente muito frios.
                                       Na minha infância (entre 1962 a 1965) eu estudei na Escola Profissional “Eugênio Feio”, na cidade de Conselheiro Lafaiete-MG. Esta escola era mantida pela “Estrada de Ferro Central do Brasil, e seu regimento interno era semi-militar. Éramos obrigados a marchar e praticar Educação Física nas segundas; quartas; sextas e sábados. Nosso Professor, já saudoso Ari Rocha, nos colocava todos estes dias citados, impreterivelmente, às sete horas da manhã, usando tênis calções curtos e camisetas e sob suas ordens de comando, íamos fazer exercícios na Quadra de cimento do Olímpico (clube de Vôlei que existia na cidade). O frio era tão intenso que empurrava todos os alunos a obedecer as ordens do professor e fazer os exercícios, a fim de se aquecerem um pouco. Não existiam entre nós nenhum “malandro”, porque se não fizesse os exercícios, se danava no frio. Chegávamos à Quadra correndo, e correndo a deixávamos, rumo a Escola. Chegando à escola, íamos direto para a Sala de Banho. Nesta sala tinha uma fileira de dez chuveiros (fabricados pelos próprios alunos) e consistiam de uma placa de 200 milímetros de diâmetro. Na frente deles uma parede de 1,5 metros de altura permitindo apenas a entrada do aluno em uma ponta e a saída do aluno na outra . O professor parava no portão de entrada e mandava os alunos entrarem nus e sair do outro lado. Mesmo quem não quisesse tomar banho, saia todo molhado do outro lado. Guardávamos os apetrechos de exercícios, e vestíamos o uniforme na cor cáqui, formado de camisa de mangas compridas e calças, complementado por meias e sapatos pretos. O brin do uniforme era tão duro, que os alunos iam todos para a sala de aula com as camisas e as calças abertas porque doíam os dedos para abotoar ambas(na Escola so haviam homens e meninos). Somente depois de meia hora, o corpo aquecia a ponto de permitir efetuar tal operação. Ainda nessa infância, tínhamos de ir fazer cordão de isolamento no adro da Igreja de São Sebastião durante as festas da Semana Santa. O padre pedia e o Diretor mandava. E todos sabem que estas festas eram e são comemoradas nos meses de março ou abril (pleno outono), e o frio que fazia era muito grande. Todo mundo usando japonas grossas, muito em moda na época, e nós os alunos com o uniforme de gala: calça azul de um pano liso e fino e camisa com gola olímpica de mangas curtas... Só Deus sabe quanto demorava os festejos e o sermão do padre...
                 A onda polar que atingiu o Brasil no final do mês de julho de 1955, foi marcante em pelo menos 5 aspectos, os quais fazem daquela uma onda de frio histórica. O primeiro deles diz respeito à área de nosso território afetada pela massa polar. A análise dos dados meteorológicos disponíveis sobre o evento mostra que a onda de frio literalmente derrubou as temperaturas em mais de 60% do território nacional, ou seja, MAIS DE 5 MILHÕES DE QUILÔMETROS QUADRADOS FORAM AFETADOS POR ELA. E mais: embora não tenha sido possível obter as cartas sinóticas da ocasião, os dados indicam que a frente fria ULTRAPASSOU A LINHA DO EQUADOR.
                      Logo se percebe que poucas vezes houve outras ondas de frio tão abrangentes espacialmente no Brasil, como esta de 1955 e que talvez somente a onda polar de julho de 1975 a tenha superado. Embora eu posso afirmar que a Era de gelo que chegou em 1955, bagunçou a temperatura até mais ou menos 1980. E que a  onda de frio de 1975 era, a meu ver, um complemento final da anterior, porque o frio que fazia naqueles tempos não aliviaram em nenhum ano até 1980.
                       Em 1967, eu trabalhava na Cia. Industrial Santa Matilde, e quando o ônibus que nos levavam (nós os trabalhadores) para trabalhar nesta empresa, saía do perímetro urbano da cidade, a gente via as pastagens em volta da cidade (hoje não existem mais porque o progresso chegou e onde eram pastos, hoje tem construções do tipo prédios e faculdades), eram um gelo só. Dentro dos escritórios da fábrica tinha uns Aquecedores de Resistências, que a gente ligava e ficavam ligados o dia todo.
                 

O segundo aspecto, a extensão territorial afetada pelas geadas, também mostra quão excepcional foi a onda de frio. Estima-se que o fenômeno tenha ocorrido em até 90% da área total da Região Sul; chegou a gear na maior parte do litoral gaúcho – para não dizer todo – e também em boa parte do litoral catarinense e em algumas regiões do litoral paranaense.
                  Quanto ao terceiro aspecto, o que se refere à extensão, intensidade e duração das nevadas, pode-se dizer que este foi bem anormal, ou pelo menos, bastante raro. Nevou nos três estados sulinos em grande quantidade, acumulando no solo até 70 cm de neve na serra catarinense, segundo alguns dados indicam. Além disso, no alto da Serra Gaúcha, o fenômeno ocorreu durante 4 dias consecutivos, sendo a nevada mais duradoura já registrada na região até hoje.
                   E por fim, a extensão também foi maior que a habitual, tendo sido registrado o fenômeno em áreas de baixa altitude do Rio Grande do Sul e numa expressiva parte do Paraná.
                  Já o quarto aspecto – a questão das TEMPERATURAS MÁXIMAS – foi singular nesta onda de frio. Foram registradas máximas muito baixas em toda a Região Sul e parte do Sudeste, principalmente no auge do evento. Pode-se citar como exemplo o caso de São Joaquim (SC), que registrou MÁXIMAS ABAIXO DE 0ºC durante 3 dias seguidos.
                O quinto e último aspecto refere-se às TEMPERATURAS MÍNIMAS, que também foram excepcionalmente baixas no dia mais frio. Inclusive, a onda de 1955 cravou o recorde histórico de frio do Rio Grande do Sul e o da cidade de São Paulo, além de ter feito tirintar de frio, centenas de cidades brasileiras.
                   E além destes 5 aspectos, há ainda um fato muito relevante, quando se analisa o fator ABRANGÊNCIA ESPACIAL, em conjunto com o fator INTENSIDADE DA QUEDA DE TEMPERATURA. Nota-se que NENHUMA OUTRA ONDA DE FRIO NOS REGISTROS CONSEGUIU DERRUBAR COM TANTA FORÇA A TEMPERATURA NUMA ÁREA TÃO GRANDE, AO MESMO TEMPO.
                     E após uma comparação cuidadosa com os registros de outras grandes ondas polares que também marcaram época no país, pode-se afirmar com segurança que AO SE CONSIDERAR O TERRITÓRIO BRASILEIRO COMO UM TODO, A ONDA POLAR DE 1955 FOI A MAIS FORTE E POR ISSO A MAIS IMPORTANTE JÁ REGISTRADA OFICIALMENTE NO BRASIL.
                    E este assunto entra aqui no meu blog “Coisas que me incomodam”, porque há muito que estou dizendo que estamos prestes a passar por um momento crucial e que não tem previsão nenhuma se vai ser pequeno ou grande. Vejam o que aconteceu em Campinas esta semana que passou, e nas cidades do entorno da região de Campinas -  Uma grande tempestade de Micro Explosão, coisa acho que inédita em nosso país. Vejam também que os tornados já começam a fazer parte de nosso calendário. Tremores de terra que nunca aconteceram aqui, tem sido uma constante em nossos dias (pequenos ainda), mas poderão se mostrarem mais agressivos com o tempo. E isso é o que mais me incomoda.


Que Deus esteja com todos (mas quem tiver juízo se prepare).

João de Assis

Um comentário:

  1. Boa Noite João de Assis!

    Li o seu artigo. Achei, deveras, interessante. Tenho acompanhado sim, essas mudanças climáticas. Percebe-se, está ficando, cada vez mais evidente que a natureza tem nos preparado grandes surpresas para um tempo que não está longe. É como você diz: " ...quem tiver juízo que se prepare".

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