Em Coisas que me Incomodam...
Não é o
fim do mundo... Mas, o Planeta Terra vai sofrer algo terrível até mais ou menos
2030. Quem sou eu para falar isso? Não, não sou nenhum astrólogo; vidente;
profeta e muito menos um novo Nostradamus. Contudo, se acompanharmos o trabalho dos
cientistas e o que é que está acontecendo na superfície do planeta, não teremos
duvidas nenhuma de suspeitar que algo muito grande vai acontecer.
Se
levarmos em conta que de 1918 para cá, já houve quatro pequenas Eras de Gelo -
1918, 1933, 1955, 1975. E observarmos que os espaços entre elas são em torno de
20 anos, podemos chegar facilmente à esta conclusão - uma possível Era Glacial está para acontecer.
Um
fator muito grande aconteceu neste ínterim entre 1975 e 2014 – o aumento desproporcional
dos gases estufa. Gases estes, que às vezes chegam a neutralizar a rotina da vida dentro de algumas cidades do planeta, em virtude da grande poluição misturada
aos gases estufa. E alem deles a Mãe Natureza tem se mostrado mais hostil aos
habitantes do Planeta.
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| Tornado em Santa Catarina |
As Eras
tantos as grandes, quanto as médias e as pequenas, não são produtos deste aquecimento
global, não. Elas tem a haver com os ciclos da natureza do Sol. Sabemos que se
o sol esfriar muito, a Terra se converterá em um globo de gelo e dificilmente
haverá sobrevivente de qualquer espécie, aí sim, seria o fim do mundo. Mas, o que eu espero para os próximos anos não
é uma Era do Gelo grande, mas uma Era média, e ou, com menos esperança, uma Era
pequena que atinja partes isoladas do globo. (que Deus me ouça).
Mas eles também dividem comigo a previsão nefasta que está por vir. E
eles não falam de intuição como eu, mas sim com seus estudos de viabilidade e
estatísticas astronômicas, baseada nos ciclos do Sol. Segundo eles - “A Terra deve passar por uma “mini era
glacial” em 15 anos, o que trará invernos amargamente frios que podem levar o
rio Tamisa a congelar”. Estimaram os cientistas da Universidade de Northumbria.
A conclusão deles, veio após a criação
de um novo modelo de atividade solar que produz “previsões precisas”. As
informações são do Telegraph. Segundo o levantamento que fizeram, a atividade
solar vai cair 60%, levando à condições semelhantes às vividas no século 17. Os
cientistas afirmam que os fluidos no interior do sol criam ciclos de 11 anos e
irão convergir de forma que as temperaturas cairão drasticamente em 2030. Eu
sou mais pessimista e acho que bem antes desta data, teremos surpresas
desagradáveis.
Vejam o que aconteceu nas Eras Pequenas a que me referi
acima:
1918 - A onda de frio de 1918
foi a que estabeleceu um recorde de -18 graus em São Joaquim, e esta frente se iniciou
na patagônia com -45 graus, chegando até o sul do Maranhão, com 0,8 graus. Os dados metereológicos
são muito escassos, porque ainda não havia essa preocupação de registrar tais
catástrofes, que muito ajudariam nas previsões futuras. Mas, por outro lado,
também se sabe que nesta época estava em plena convulsão a 1ª Grande Guerra
Mundial, e o frio na Europa era um dos maiores obstáculos para quem queria
ganhar aquela guerra. E também, que em julho
de 1918, registrou-se a onda de frio mais intensa do século XX
no Sul do Brasil. Nessa mesma ocasião
o Centro-Oeste do Brasil não sofreu temperaturas tão baixas; em
Cuiabá, por exemplo, a mínima foi de
9,9ºC. Em outra onda, no mês de junho de 1925,
as temperaturas caíram muito no Sudeste, Centro-oeste
e na maior parte da Região Sul, porém a mínima absoluta no Rio Grande do Sul e
no litoral catarinense, não foi tão baixa quanto à de
1918. Infelizmente, não se tem dados sobre
uma possível queda de temperatura negativa, na cidade de Campo Grande/MS, mais
precisamente no ano de 1918, porque a capital era a antiga Cuiabá, à 700 km ao
norte de Campo Grande, que hoje é atual capital de Mato Grosso do Sul. Só em
Cuiabá tinha uma estação do INMET. E em
Cuiabá costumam se fazer temperaturas até 5 graus menos frio que em Campo
Grande. Se o registro de Cuiabá diz que a temperatura chegou à +1,2 no dia
18/7/1918, possivelmente, pela lógica, em Campo Grande deve ter chegado aos 3
ou 4 graus negativos. Mas isso é somente um raciocínio.
1933 - A
mesma coisa aconteceu na Europa e também aqui na America do Sul. Mas,
infelizmente ainda não havia a preocupação de registrar tais eventos.
1955 – Em julho
tinha início a que talvez seja , a mais espetacular onda de frio já registrada
oficialmente no Brasil. Inclusive, pode-se afirmar isto, comparando os dados
colhidos durante aquela onda polar com outros episódios de frio intenso ocorridos
no país no período 1912 – 2016, para o qual há dados meteorológicos
suficientes.
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| Assim seria uma Era Media |
Na minha infância (entre 1962 a
1965) eu estudei na Escola Profissional “Eugênio Feio”, na cidade de
Conselheiro Lafaiete-MG. Esta escola era mantida pela “Estrada de Ferro Central
do Brasil, e seu regimento interno era semi-militar. Éramos obrigados a marchar
e praticar Educação Física nas segundas; quartas; sextas e sábados. Nosso
Professor, já saudoso Ari Rocha, nos colocava todos estes dias citados,
impreterivelmente, às sete horas da manhã, usando tênis calções curtos e
camisetas e sob suas ordens de comando, íamos fazer exercícios na Quadra de
cimento do Olímpico (clube de Vôlei que existia na cidade). O frio era tão
intenso que empurrava todos os alunos a obedecer as ordens do professor e fazer
os exercícios, a fim de se aquecerem um pouco. Não existiam entre nós nenhum “malandro”,
porque se não fizesse os exercícios, se danava no frio. Chegávamos à Quadra
correndo, e correndo a deixávamos, rumo a Escola. Chegando à escola, íamos
direto para a Sala de Banho. Nesta sala tinha uma fileira de dez chuveiros
(fabricados pelos próprios alunos) e consistiam de uma placa de 200 milímetros
de diâmetro. Na frente deles uma parede de 1,5 metros de altura permitindo
apenas a entrada do aluno em uma ponta e a saída do aluno na outra . O
professor parava no portão de entrada e mandava os alunos entrarem nus e sair
do outro lado. Mesmo quem não quisesse tomar banho, saia todo molhado do outro
lado. Guardávamos os apetrechos de exercícios, e vestíamos o uniforme na cor
cáqui, formado de camisa de mangas compridas e calças, complementado por meias
e sapatos pretos. O brin do uniforme era tão duro, que os alunos iam todos para
a sala de aula com as camisas e as calças abertas porque doíam os dedos para
abotoar ambas(na Escola so haviam homens e meninos). Somente depois de meia
hora, o corpo aquecia a ponto de permitir efetuar tal operação. Ainda nessa
infância, tínhamos de ir fazer cordão de isolamento no adro da Igreja de São
Sebastião durante as festas da Semana Santa. O padre pedia e o Diretor mandava.
E todos sabem que estas festas eram e são comemoradas nos meses de março ou
abril (pleno outono), e o frio que fazia era muito grande. Todo mundo usando
japonas grossas, muito em moda na época, e nós os alunos com o uniforme de
gala: calça azul de um pano liso e fino e camisa com gola olímpica de mangas
curtas... Só Deus sabe quanto demorava os festejos e o sermão do padre...
A
onda polar que atingiu o Brasil no final do mês de julho de 1955, foi marcante
em pelo menos 5 aspectos, os quais fazem daquela uma onda de frio histórica. O primeiro deles diz respeito à área de nosso
território afetada pela massa polar. A análise dos dados meteorológicos
disponíveis sobre o evento mostra que a onda de frio literalmente derrubou as
temperaturas em mais de 60% do território nacional, ou seja, MAIS DE 5 MILHÕES
DE QUILÔMETROS QUADRADOS FORAM AFETADOS POR ELA. E mais: embora não tenha sido
possível obter as cartas sinóticas da ocasião, os dados indicam que a frente
fria ULTRAPASSOU A LINHA DO EQUADOR.
Logo se percebe que poucas
vezes houve outras ondas de frio tão abrangentes espacialmente no Brasil, como
esta de 1955 e que talvez somente a onda polar de julho de 1975 a tenha
superado. Embora eu posso afirmar que a Era de gelo que chegou em 1955,
bagunçou a temperatura até mais ou menos 1980. E que a onda de frio de 1975 era, a meu ver, um
complemento final da anterior, porque o frio que fazia naqueles tempos não aliviaram
em nenhum ano até 1980.
Em 1967, eu trabalhava na Cia. Industrial
Santa Matilde, e quando o ônibus que nos levavam (nós os trabalhadores) para
trabalhar nesta empresa, saía do perímetro urbano da cidade, a gente via as
pastagens em volta da cidade (hoje não existem mais porque o progresso chegou e
onde eram pastos, hoje tem construções do tipo prédios e faculdades), eram um
gelo só. Dentro dos escritórios da fábrica tinha uns Aquecedores de
Resistências, que a gente ligava e ficavam ligados o dia todo.
O segundo aspecto, a extensão territorial afetada pelas geadas, também mostra quão excepcional foi a onda de frio. Estima-se que o fenômeno tenha ocorrido em até 90% da área total da Região Sul; chegou a gear na maior parte do litoral gaúcho – para não dizer todo – e também em boa parte do litoral catarinense e em algumas regiões do litoral paranaense.
Quanto ao terceiro aspecto, o que se refere à extensão, intensidade e duração
das nevadas, pode-se dizer que este foi bem anormal, ou pelo menos, bastante
raro. Nevou nos três estados sulinos em grande quantidade, acumulando no solo
até 70 cm de neve na serra catarinense, segundo alguns dados indicam. Além
disso, no alto da Serra Gaúcha, o fenômeno ocorreu durante 4 dias consecutivos,
sendo a nevada mais duradoura já registrada na região até hoje.
E por fim, a extensão também foi maior que a habitual, tendo sido
registrado o fenômeno em áreas de baixa altitude do Rio Grande do Sul e numa
expressiva parte do Paraná.
Já o quarto aspecto – a questão das TEMPERATURAS MÁXIMAS – foi singular
nesta onda de frio. Foram registradas máximas muito baixas em toda a Região Sul
e parte do Sudeste, principalmente no auge do evento. Pode-se citar como
exemplo o caso de São Joaquim (SC), que registrou MÁXIMAS ABAIXO DE 0ºC durante
3 dias seguidos.
O quinto e último aspecto refere-se às TEMPERATURAS MÍNIMAS, que também
foram excepcionalmente baixas no dia mais frio. Inclusive, a onda de 1955
cravou o recorde histórico de frio do Rio Grande do Sul e o da cidade de São
Paulo, além de ter feito tirintar de frio, centenas de cidades brasileiras.
E além destes 5 aspectos, há ainda um fato muito relevante, quando se
analisa o fator ABRANGÊNCIA ESPACIAL, em conjunto com o fator INTENSIDADE DA
QUEDA DE TEMPERATURA. Nota-se que NENHUMA OUTRA ONDA DE FRIO NOS REGISTROS
CONSEGUIU DERRUBAR COM TANTA FORÇA A TEMPERATURA NUMA ÁREA TÃO GRANDE, AO MESMO
TEMPO.
E após uma comparação
cuidadosa com os registros de outras grandes ondas polares que também marcaram
época no país, pode-se afirmar com segurança que AO SE CONSIDERAR O TERRITÓRIO
BRASILEIRO COMO UM TODO, A ONDA POLAR DE 1955 FOI A MAIS FORTE E POR ISSO A
MAIS IMPORTANTE JÁ REGISTRADA OFICIALMENTE NO BRASIL.
E este assunto entra aqui no meu blog “Coisas que me incomodam”, porque
há muito que estou dizendo que estamos prestes a passar por um momento crucial e
que não tem previsão nenhuma se vai ser pequeno ou grande. Vejam o que
aconteceu em Campinas esta semana que passou, e nas cidades do entorno da
região de Campinas - Uma grande
tempestade de Micro Explosão, coisa acho que inédita em nosso país. Vejam também
que os tornados já começam a fazer parte de nosso calendário. Tremores de terra
que nunca aconteceram aqui, tem sido uma constante em nossos dias (pequenos
ainda), mas poderão se mostrarem mais agressivos com o tempo. E isso é o que
mais me incomoda.
Que Deus esteja com todos (mas quem tiver juízo se
prepare).
João de Assis





Boa Noite João de Assis!
ResponderExcluirLi o seu artigo. Achei, deveras, interessante. Tenho acompanhado sim, essas mudanças climáticas. Percebe-se, está ficando, cada vez mais evidente que a natureza tem nos preparado grandes surpresas para um tempo que não está longe. É como você diz: " ...quem tiver juízo que se prepare".