Em coisas que me incomodam... Hoje trago a falta de uma Academia de Letras no Vale histórico... quem bem que poderia ser em Cruzeiro, apesar de ainda uma cidade menina...
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| Antigo solar dos Rossetes... acredito que está completando, ou ja completou, 100 anos |
É duro quando a gente se vê como uma nuvem branca grande e portentosa, cheia de contornos harmoniosos circulares, que na verdade não passam de grandes e variados projetos, se transformar em uma nuvem negra e feia, que baixando em nossos corações, arrasa-os por completo, destruindo toda forma de vida que nele possa haver. E ele então se esvaindo de dor e discriminação, nada mais pode fazer do que se consolar com a solidão da obscuridade e do tempo.
O Vale Histórico tem e sempre teve uma verdadeira plêiade de estrelas, que nunca chegarão a serem cometas, e portanto, não verão jamais seus legados voarem mais alto e irem a lugares dantes imaginados. Escritores que nada mais fazem do que escreverem para suas gavetas. Suas escrivaninhas, verdadeiros cofres-forte, trazem em suas escaninhos, um sem conta, de tesouros que vão certamente morrer em seus ninhos, porque nunca irão ser colocados de forma aberta e livre, á disposição dos ávidos leitores de história e de "Imaginações", de nossa região e de outras mais longínquas. Isso porque nem todos tem posses suficientes para empreender o ato de bravura, que fez e faz o então ilustre escritor Eduardo Cesar Werneck, que com seu gesto e dedicação, divulga a cidade de Cruzeiro, através de seus livros e seus escritos, que transpondo as fronteiras, começam a perambular pela vida, de certa forma dizendo à todo mundo - como é bom morar em Cruzeiro e no Vale histórico.
“Escritores
e Poetas
do Vale Histórico"
Arautos
de uma história assaz gloriosa.
És
vós escritores e poetas bandeirantes,
Geradores
de idéias e de ideais virtuosos,
Repórteres
vivos, de sagas refulgentes.
Filhos
de um Vale cada vez mais Histórico.
O
que seria de ti Ó "Terra dos
Cafezais",
Se
não fosse estes teus súditos merencórios,
Tão
determinados em desnudar seus anais.
E
isso o fazem com tamanha arte e sapiência,
Qual
seresteiro ao compor para sua essência,
Fazendo
reviver, uma história que já foi vivida.
Mas
hoje, para aplaudir esta estirpe
heróica,
Surge
a Academia de Letras do Vale Histórico,
Que
em cujos braços, encontrarão guarida.
Em meus sonhos, às vezes, eu vejo o Solar dos Rossetes todo reformado, pintado com as cores azul e branco, tendo em sua frente as bandeiras do Brasil; de São Paulo e da Academia do Vale Histórico, tremulando bem alto, como que dizendo - "Aqui moram os bandeirantes da literatura "briosos guerreiros" que se dão com amor e dedicação. à incumbencia de não deixar as estrelas da nossa História, se ofuscarem com a nodoa do tempo.



Não temos Academia de História ou mesmo de Letras. Pior ! Das poucas cidades do Vale (paulista ou carioca) a sofrer esta "inanição" cultural... Paciência !
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