quarta-feira, 22 de junho de 2016

Academia de Letras do Vale Histórico

            Em coisas que me incomodam... Hoje trago a falta de uma Academia de Letras no Vale histórico...   quem bem que poderia ser em Cruzeiro, apesar de ainda uma cidade menina...

Antigo solar dos Rossetes... acredito que está completando, ou ja completou, 100 anos




                É duro quando a gente se vê como uma nuvem branca grande e portentosa, cheia de contornos harmoniosos circulares, que na verdade não passam de grandes e variados projetos, se transformar em uma nuvem negra e feia, que baixando em nossos corações, arrasa-os por completo, destruindo toda forma de vida que nele possa haver.  E ele então se esvaindo de dor e discriminação, nada mais pode fazer do que se consolar com a solidão da obscuridade e do tempo.
             O Vale Histórico tem e sempre teve uma verdadeira plêiade de estrelas, que nunca chegarão a serem cometas, e portanto, não verão jamais seus legados voarem mais alto e irem a lugares dantes imaginados.                                    Escritores que nada mais fazem do que escreverem para suas gavetas. Suas escrivaninhas, verdadeiros cofres-forte, trazem em suas escaninhos, um sem conta, de tesouros que vão certamente morrer em seus ninhos, porque nunca irão ser colocados de forma aberta e livre, á disposição dos ávidos leitores de história e de "Imaginações", de nossa região e de outras mais longínquas.  Isso porque nem todos tem posses suficientes para empreender o ato de bravura, que fez e faz o então ilustre escritor Eduardo Cesar Werneck, que com seu gesto e dedicação, divulga a cidade de Cruzeiro, através de seus livros e seus escritos, que transpondo as fronteiras, começam a perambular pela vida, de certa forma dizendo à todo mundo - como é bom morar em Cruzeiro e no Vale histórico.






“Escritores e Poetas
    do Vale Histórico"


Arautos de uma história assaz gloriosa.
És vós escritores e poetas bandeirantes,
Geradores de idéias e de ideais virtuosos,
Repórteres vivos, de sagas refulgentes.

Filhos de um Vale cada vez mais Histórico.
O que seria de ti  Ó "Terra dos Cafezais",
Se não fosse estes teus súditos merencórios,
Tão determinados em desnudar seus anais.

E isso o fazem com tamanha arte e sapiência,
Qual seresteiro ao compor para sua essência,
Fazendo reviver, uma história que já foi vivida.

Mas hoje, para  aplaudir esta estirpe heróica,
Surge a Academia de Letras do Vale Histórico,
Que em cujos braços, encontrarão guarida.



                Em meus sonhos, às vezes, eu vejo o Solar dos Rossetes todo reformado,  pintado com as cores azul e branco, tendo em sua frente as bandeiras do Brasil; de São Paulo e da Academia do Vale Histórico, tremulando bem alto, como que dizendo - "Aqui moram os bandeirantes da literatura "briosos guerreiros" que se dão com amor e dedicação. à incumbencia de não deixar as estrelas da nossa História, se ofuscarem com a nodoa do tempo. 


Um comentário:

  1. Não temos Academia de História ou mesmo de Letras. Pior ! Das poucas cidades do Vale (paulista ou carioca) a sofrer esta "inanição" cultural... Paciência !

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