Em Coisas que me Incomodam...
Mas, como já afirmei
acima, a lei não foi cumprida por ninguém. O Primeiro Concílio de Niceia (325) decretou apenas que "todos os membros do clero estão
proibidos de morar com qualquer mulher, com exceção da mãe, irmã ou tia"
(III cânon). Apesar disso, no final do século IV, a Igreja latina promulgou
várias leis a favor do celibato, que foram geralmente bem aceitas no Ocidente
no pontificado de São Leão Magno (440-461). Aliás, o Concílio de calcedônia (451) proibiu o casamento de monges e virgens consagradas (XVI cânon), impondo por isso o celibato ao clero regular.
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Este Papa teve 3 filhos fora do casamento e
quatro filhos dentro do casamento a maior figura
entre esss ultimos filhos foi a Lucercia Borgia
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O celibato clerical voltou ainda a ser defendido em
força pelo Quarto Concilio de Latrão (1215) e pelo Pelo Concílio de Trento (1545-1563), que impôs definitivamente o celibato obrigatório a todo o clero
da Igreja Latina, incluindo o clero secular.
Esta é a história
do celibato dentro da igreja católica. A principal razão, não fica bem clara
nesta história. A desculpa, sim. Acontece que os clérigos quando se casavam, e
claro, constituíam famílias, com sua morte, a esposa tinha direito de ficar com
a Casa Paroquial, em que vivia com seu marido. Com isso o patrimônio da igreja
ia diminuindo. O que, não era bem olhado pelos bispos que já tinham aderido à
lei. A viúva muitas vezes se negava a dar até os pertences paramentais do
finado padre, alegando a possibilidade de vendê-los para arrecadar fundos para
a sobrevivência dela e dos filhos, sem falar no direito de exigir pensão à
Paroquia, uma vez que seu chefe morreu em serviço dela. Na verdade mesmo,
somente esta clausula acima descrita, é que se punha entre a igreja e os padres
– porque Pedro (primeiro Papa) era casado.
Este assunto entra
aqui no meu blog “Coisas que me
incomodam”, porque eu sou a favor do casamento de padres. Isso talvez
estancasse um pouco os escândalos dentro da igreja. E um padre casado, teria
muito mais experiência matrimonial para o caso de orientar seus fieis em suas
vidas conjugais e até mesmo na criação de seus filhos.
Creio que com o
tempo a igreja deverá rever estes conceitos e voltando a permitir o matrimonio
para os seus clérigos. Como disse, sempre fui a favor desta decisão. Só que os
tempos mudaram. E aqui aproveito para abrir uns parênteses (A sociedade, com
medo de ser tachada de retrógada e ultrapassada, foi aceitando o jogo dos Gays
e das Lesbicas e fazendo o certo parecer errado, ou o errado parecer certo.
Mas, voltando
ao Celibato, eu só tenho medo que com a adoção do casamento, os padres omissos,
venham a se casar com outros homens. Aí então será o cúmulo da baixaria. E as
colunas da Religião Católica, estremecerão.
João de Assis



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