sexta-feira, 17 de junho de 2016

Celibato na Igreja Católica...

                          Em Coisas que me Incomodam...               

                        
             A recomendação do Celibato Clerical na igreja latina possui sua primeira menção pelo Concílio de Elvira (295-302), mas, como este concílio era apenas um concílio provincial espanhol (Elvira era uma cidade romana, junto à Granada), as suas decisões não foram cumpridas por toda a Igreja cristã. O Concílio de Elvira assim legislou: "Bispos, presbíteros, diáconos e outros que ocupem uma posição no ministério devem abster-se totalmente de relações sexuais com suas esposas e da procriação de filhos. Se alguém desobedecer, seja ele privado do estado clerical" (XXXIII cânon).
                        Mas, como já afirmei acima, a lei não foi cumprida por ninguém. O Primeiro Concílio de Niceia (325) decretou apenas que "todos os membros do clero estão proibidos de morar com qualquer mulher, com exceção da mãe, irmã ou tia" (III cânon). Apesar disso, no final do século IV, a Igreja latina promulgou várias leis a favor do celibato, que foram geralmente bem aceitas no Ocidente no pontificado de São Leão Magno (440-461). Aliás, o Concílio de calcedônia (451) proibiu o casamento de monges e virgens consagradas (XVI cânon), impondo por isso o celibato ao clero regular.
                     
Este Papa teve 3 filhos fora do casamento e
quatro filhos dentro do casamento a maior figura
entre esss ultimos filhos foi a Lucercia Borgia
Porém, apesar disso, houve vários avanços e recuos na aplicação desta prática eclesiástica, nomeadamente entre o clero secular
, chegando até mesmo a haver alguns Papas casados, como por exemplo, o Papa Adriano (867-872). No século XI, vários Papas, especialmente Leão IX (1049-1054) e Gregório VII (1073-1085), esforçaram-se novamente por aplicar com maior rigor as leis do celibato, devido à crescente degradação moral do clero, causada em parte pela confusão instaurada pelo desmembramento do Império Carolíngio. Naquele período, houve padres e bispos que chegaram a mostrar publicamente que tinham esposas ou concubinas.  Por fim, o Primeiro Concílio de Latrão (1123) e o Segundo Concílio de Latrão de (1139) condenaram e invalidaram o concubinato e os casamentos de clérigos, reforçando assim o celibato clerical, que já era na altura uma prática frequente e aceite pela maioria como necessária. O celibato é defendido porque os celibatários eram mais livres e disponíveis, daí que, com o tempo, o clero regular se foi destacando em relação ao clero secular.

O celibato clerical voltou ainda a ser defendido em força pelo Quarto Concilio de Latrão (1215) e pelo Pelo Concílio de Trento (1545-1563), que impôs definitivamente o celibato obrigatório a todo o clero da Igreja Latina, incluindo o clero secular. 
               Esta é a história do celibato dentro da igreja católica. A principal razão, não fica bem clara nesta história. A desculpa, sim. Acontece que os clérigos quando se casavam, e claro, constituíam famílias, com sua morte, a esposa tinha direito de ficar com a Casa Paroquial, em que vivia com seu marido. Com isso o patrimônio da igreja ia diminuindo. O que, não era bem olhado pelos bispos que já tinham aderido à lei. A viúva muitas vezes se negava a dar até os pertences paramentais do finado padre, alegando a possibilidade de vendê-los para arrecadar fundos para a sobrevivência dela e dos filhos, sem falar no direito de exigir pensão à Paroquia, uma vez que seu chefe morreu em serviço dela. Na verdade mesmo, somente esta clausula acima descrita, é que se punha entre a igreja e os padres – porque Pedro (primeiro Papa) era casado.
                Este assunto entra aqui no meu blog “Coisas que me incomodam”, porque eu sou a favor do casamento de padres. Isso talvez estancasse um pouco os escândalos dentro da igreja. E um padre casado, teria muito mais experiência matrimonial para o caso de orientar seus fieis em suas vidas conjugais e até mesmo na criação de seus filhos.
                Creio que com o tempo a igreja deverá rever estes conceitos e voltando a permitir o matrimonio para os seus clérigos. Como disse, sempre fui a favor desta decisão. Só que os tempos mudaram. E aqui aproveito para abrir uns parênteses (A sociedade, com medo de ser tachada de retrógada e ultrapassada, foi aceitando o jogo dos Gays e das Lesbicas e fazendo o certo parecer errado, ou o errado  parecer certo.
              
            Do meu lado, podem me chamar do nome que quiserem que eu não me importo. Apenas acho que todos nós temos a liberdade de conduta e de livre arbítrio. Não sou contra a nenhum homossexual, e nem o seu direito de ser o que quiser ser. A nossa Constituição ou carta Magna é bem clara sobre a conduta do ser humano – deve ser livre. E acredito que em todos os países do mundo, que levem a democracia como seu regime, esta é uma premissa que deve ou deveria estar expresso em suas Constituições. Mas, contudo, não é porque não está escrito nela que não podemos andar nus, que vamos andar e dizer que somos livres para isso – tem umas coisas que devemos olhar que são: “Ética”; “Caráter”; “Altruísmo” e principalmente “RESPEITO”. O que eu tenho a falar com esta “Ala Revolucionaria” que anda fazendo manifestações em todo o mundo, é que “morrerei de pé defendendo o direito deles fazerem da vida deles, o que quiserem”. Mas, exigirei que tenham respeito aos que não concordam com eles; que eles continuem mantendo-se ocultos como sempre foi, porque respeito é bom e não faz mal a ninguém. E que também não admito que usem espermas e úteros de alugueis, e muito menos que adotem filhos. Porque igualdade gêneros para mim, nunca existiu... e família, é composta de homem e mulher. Tudo que for fora disso é imoral e, portanto deve ser oculto).
                   Mas, voltando ao Celibato, eu só tenho medo que com a adoção do casamento, os padres omissos, venham a se casar com outros homens. Aí então será o cúmulo da baixaria. E as colunas da Religião Católica, estremecerão.


João de Assis

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