quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Reação do povo... Cidade sem nome...

Em Coisas que me Incomodam...

A cidade sem nome
                                 Isso que vou falar aconteceu há muito tempo, em uma cidade pequena, deste nosso imenso Brasil. Vou manter o nome dela em sigilo, porque é conveniente que assim seja.
                            A direção da cidade estava em mãos de um prefeito que não estava nem aí para a saúde de seus concidadãos. O único hospital que existia nela estava falido e com sua continuidade seriamente comprometida, pelo excesso de contas a pagar. 
                           Os funcionários e os seus médicos, coitados, viviam com o salário atrasado e só conseguiam alguma ajuda, através das greves que eles faziam. 
                            O prefeito e os vereadores nada faziam para o hospital se reerguer das cinzas. Como esta a cidade era uma espécie de capital menor, entre as cidades  de algures, alem de atender seus concidadãos, tinha por obrigação dar acolhida e assistência, para os moradores destas pequenas cidades do seu entorno.
                                 A coisa foi ficando cada dia mais grave, prenunciando mesmo uma catástrofe. Tanto foi ficando ruim, que chegou um dia, que nem o prefeito e seus vereadores não mais se dispunham a solucionar o problema deste hospital. E esse ato de covardia rasteira  e sonso descaso, fez com que todos os habitantes daquelas cidades de seu entorno e o seus próprios, ficassem sem a segurança  de poder contar com os serviços relativos à saúde populacional. O hospital veio a falir de forma definitiva. 
                               A população aí então se rebelou de vez. Formaram um grupo de voluntários e deste grupo, elegeu-se uma comissão para encabeçar as ações que deveriam tomar para reabrir o hospital. 
                          Orientados por um advogado, esta comissão pediu uma audiência ao Juiz da cidade e depois de esclarecê-lo sobre a razão daquela ação que queriam impetrar, ou seja, assumir a direção do hospital, destituir a diretoria atual, fazer o levantamento das dividas, convocar os cidadãos que mais posses teriam para contribuir em um fundo, que pudesse permitir que o hospital abrisse novamente as suas portas. E, paralelamente, contratar uma firma de auditoria profissional para que auditasse todas as contas do hospital, nos períodos das duas diretorias passadas e assim conhecer o tamanho de suas dificuldades.
                          O próprio Juiz, que também se sentia prejudicado com a situação, concedeu esta ordem e a comissão assumiu os destinos do Hospital. Os próprios funcionários, bem como os médicos, aceitaram o convite de voltar aos seus postos. Mesmo sem receber os salários atrasados naquele momento.                                       Essa comissão de posse das doações dos moradores equipou o hospital com seus remédios mais básicos e necessários, bem como, os materiais de higiene. Pagou um mês de trabalho aos funcionários e se comprometeu com eles de efetuar os próximos  pagamentos mensais de seus trabalhos, nos meses seguintes, com um acréscimo de dez por cento, até sanar as dividas salariais.  
                             O senhor Juiz, deu uma carta de endosso à comissão, e ela procurou o governador do estado e conseguiu uma verba em caráter de urgência, para pagar os médicos e os fornecedores. 
                                    Sob a direção desta comissão, o hospital reabriu suas portas e com a sua própria arrecadação, tanto do INPS, quanto de seus clientes particulares e de convênios, está funcionando até hoje. E nunca mais parou de funcionar.
                                 A única ressalva que faço, é que isso só foi possível porque a SUA POPULAÇÃO  ERA CONSTITUIDA DE HOMENS E MULHERES DE RAÇA E FIZERAM  VALER SUAS CIDADANIAS, SE UNINDO EM PROL DO SEU BEM ESTAR DE DIREITO.
                            Agora, eu fiquei sabendo que uma cidade no interior de São Paulo, está atravessando uma situação parecida. A cidade se chama  “Centavo”, seus políticos estão trabalhando para se elegerem e não sobra tempo para se mobilizarem neste sentido. Eu até aceito os argumentos de que realmente trabalhar para se reelegerem é  mais importante que lutar pelos interesses dos cidadãos. O que fazer se os valores se inverteram. 
                             Mas, o que aconteceu nesta cidade que descrevi acima e declinei de dizer seu nome, foi porque a comissão era apolítica e o que tinha que ser feito, não precisava agradar ninguém, porque não precisavam de votos. E esta foi a principal razão do sucesso.

                          Eu de minha parte não estou fazendo nada, mas se alguns moradores desta região necessitar de ajuda para tomar esta decisão, eu estou as ordens. Se as coisas vão ocorrer como ocorreu na cidade que eu omiti o nome, eu não posso garantir. Na certa, brigaremos com a diretoria do hospital, com os vereadores, com o prefeito, e com aqueles puxa-sacos de carteirinha, dos políticos. E neste caso até alguns óbitos poderão ocorrer.                                       Mas, o certo é que se começarmos a nos mexer neste sentido, alguma melhora deve acontecer. O que não deve ser feito é o que está ocorrendo atualmente, aceitar passivamente a atual situação. Se quiserem marcar uma reunião com este objetivo, de minha parte, basta me avisarem.


2 comentários:

  1. Pois é... Certa vez vez te escrevi que procurei alguém conceituado, de forma quase anônima, com a intenção de ajudar nisto... A personalidade deu de ombros, disse mais, que minha atitude era louvável, mas que ele seria contra... Vai entender !

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    1. Sim amigo. você tinha me falado. Mas, penso eu que quem manda no exercicio da diretoria atual, é o Juiz da Cidade. Ele tem carta aberta para se precisar, depô-los (acredito eu que funciona assim) se juntarmos um grupo poderíamos nos consultar mutuamente que açoes podemos tomar.

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